Glossário de segurança digital
Os termos mais comuns no dia-a-dia de segurança digital, explicados em português claro. Digite pra filtrar.
Exigir duas formas independentes de prova pra logar: senha + código do celular, por exemplo. Diferente de só senha, porque mesmo se vazar a senha o atacante ainda precisa do segundo fator. Guia completo.
Cópia de segurança dos seus dados em local separado. Em segurança digital, faz parte de "se a coisa der ruim, eu ainda tenho o que precisava". WhatsApp, fotos, contatos: todos têm cópia de segurança configurável.
Ataque que tenta milhões/bilhões de senhas até acertar. Senha curta cai em minutos; senha de 16+ caracteres aleatórios resiste por séculos.
Mensagem fica embaralhada do remetente até o destinatário — nem o servidor do meio consegue ler. WhatsApp, Signal e iMessage usam por padrão.
Áudio, vídeo ou imagem fabricados por IA pra parecer que uma pessoa real falou ou fez algo. Crescente em golpes de "voz do filho" ou sextortion. Como detectar.
Sistema que traduz nomes (instagram.com) em endereços de servidor. Pode ser sequestrado em ataques avançados pra te levar a sites falsos sem você perceber.
Manipular pessoas pra que entreguem informação ou ajam de forma a abrir a porta pro atacante. O ponto fraco mais comum em segurança digital — porque o cérebro humano não atualiza patches. Detalhes.
Medida de aleatoriedade. Senha com alta entropia é difícil de adivinhar; com baixa entropia é fácil. Comprimento e variedade de caracteres aumentam a entropia.
Barreira que filtra conexões entre seu dispositivo e a internet. Útil em redes, mas não protege contra você mesmo entregar credenciais em phishing.
Cofre criptografado que guarda todas as suas senhas. Você decora só a senha mestra; ele gera e preenche as outras. Bitwarden, 1Password, Keychain do Apple. Qual usar.
Função matemática que transforma um texto (sua senha) em uma string fixa, sem possibilidade de "desfazer". Sistemas modernos guardam o hash da senha, não a senha em si.
Lei brasileira que regula como empresas tratam dados pessoais. Te dá direitos: saber o que coletam, pedir exclusão, recusar uso pra marketing, etc.
Recurso do PIX que permite tentar reverter um pagamento feito a golpista, contanto que você acione o banco rápido (idealmente nos primeiros 30 minutos). Como solicitar.
Substituto moderno da senha: uma chave criptográfica guardada no seu dispositivo, destravada por biometria. Imune a phishing porque não pode ser "digitada" em site falso.
Senha feita de várias palavras aleatórias (ex: cavalo-banana-relogio-azul). Mais longa e mais memorável que P@ss!23, e tipicamente mais forte.
Golpe que se passa por entidade conhecida (banco, plataforma, suporte) pra fazer você entregar dados, senhas ou clicar em link malicioso. Padrões comuns.
Imagem invisível embutida em e-mail ou site que informa quando foi visualizada, por quem e onde. Usado em marketing pra rastrear; em phishing pra confirmar e-mail ativo.
Vírus que criptografa seus arquivos e exige pagamento pra "liberar". Mais comum em empresas, mas existem versões direcionadas a indivíduos.
Extorsão com ameaça de divulgar imagens íntimas, reais ou fabricadas. Risco crescente com deepfakes. Em casos de adolescentes, sempre denunciar e nunca pagar.
Ataque onde criminoso transfere seu número de celular pra um chip dele, geralmente convencendo a operadora. Daí ele recebe seus SMS e códigos. Como se proteger.
Forma mais antiga (e mais fraca) de 2FA, onde o código vem por mensagem de texto. Vulnerável a SIM swap e SS7. Melhor que nada, mas pior que app autenticador.
Túnel criptografado entre seu dispositivo e um servidor remoto. Útil em wifi público pra esconder tráfego do dono da rede. Não protege contra phishing, malware, ou você entregar a senha.
Quando dados de uma empresa caem em poder de criminosos e/ou são publicados. Em 2024, 80%+ dos brasileiros têm dados em pelo menos um vazamento público. Cheque em haveibeenpwned.com.
Arquitetura onde nem o próprio serviço consegue ler seus dados — apenas você, com sua chave. Usado em gerenciadores de senha bons.